Psicólogo Mauro Cortes Elizeu

Como reconhecer ansiedade em si mesmo e em outros

Como reconhecer ansiedade em si mesmo e em outros

Todos sabem como é sentir o estômago embrulhar antes de uma apresentação ou sentir as palmas das mãos ficarem suadas antes de fazer uma prova importante. Sintomas de ansiedade no dia-a-dia são normais e indicam o funcionamento de um sistema neurológico saudável. No entanto, quando ela começa a impedir o seu cotidiano de seguir normalmente ou o prevem de fazer atividades da forma que gostaria, é hora de prestar um pouco mais atenção no que está sentindo e repensar se você não está sofrendo de algum transtorno de ansiedade.

Reconhecendo Sintomas de Ansiedade

A ansiedade pode se dividir entre sintomas físicos e sintomas emocionais. Sintomas físicos incluem reações que o seu corpo sente que podem estar fora do seu controle, e mais perceptíveis para os outros à sua volta. Sintomas emocionais podem incluir reações ao estresse que são internas, menos perceptíveis para pessoas de fora.

Sintomas físicos

Sintomas físicos podem incluir:

  • Suor excessivo
  • Dores de estômago ou intestino (diarréia ou refluxo ácido)
  • Problemas respiratórios
  • Dores de cabeça
  • Taquicardia
  • Insônia (dificuldade em iniciar o sono, de se manter dormindo, ou sono inquieto e insatisfatório)
  • Tensão muscular
  • Dores pelo corpo
  • Problemas de concentração
  • Problemas de memória
  • Tremores

Sintomas emocionais

  • Pensamento demasiado e persistente sobre um assunto específico
  • Evitar confronto ou até mesmo o reconhecimento de situações
  • Necessidade de validação e reasseguramento de outros
  • Falta de paciência
  • Preocupação incessante
  • Procrastinação

Quando buscar ajuda profissional

Enquanto exercícios regulares e  técnicas de auto ajuda para lidar com a ansiedade podem ser eficazes, se as  suas preocupações, fobias ou crises de ansiedade se tornarem tão fortes que causam estresse extremo, sintomas físicos fortes ou perturbam a sua rotina diária a ponto de impedir que coisas aconteçam, é preciso procurar ajuda profissional.

Transtornos de ansiedade tendem a ter uma resposta muito boa à terapia, e em muitos casos em um período curto de tempo. A abordagem dependerá do tipo de transtorno de ansiedade e da sua severidade. Mas de forma geral, a maioria dos transtornos de ansiedade são tratados com terapia, medicação ou uma combinação de ambos.

A terapia cognitiva-comportamental ajuda a identificar e a interromper os padrões de pensamentos negativos e crenças que alimentam a ansiedade. Além disso, o terapeuta ajudará o paciente a tomar em suas próprias mãos o processo de mudanças e a enfrentar as dificuldades, ajudando-o a manter um estado mental saudável e por si só conseguir manejar os altos e baixos e a superar os contratempos diários.

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Distorção Cognitiva

Distorção Cognitiva

O que é distorção cognitiva?

Distorção cognitiva é um conceito da terapia cognitivo comportamental que se refere a forma disfuncional que nossos pensamentos e interpretações podem nos prejudicar e causar péssimas consequências à saúde mental. A todo momento estamos interagindo com o meio, entendendo o mundo a nossa volta, nossas capacidades e vontades, e por consequência disso, nos comportando e tendo reações emocionais. Neste artigo falaremos sobre as distorções cognitivas e seus reflexos.

Assim como qualquer qualquer função biológica, nossa mente não é perfeita e está passível de muitos erros e enganos em suas próprias funções. Nossas interpretações e entendimentos de tudo o que acontece ao nosso redor e a nós mesmos são passiveis de falhas, ocasionando consequências ruins às nossas respostas comportamentais e emocionais. A grande maioria inclusive acontece sem a percepção do próprio individuo, seja escondida em uma grande quantidade de pensamentos, ou até mesmo sendo vista como correta e sem qualquer alternativa de ser diferente, mas no fim apenas causando desconforto, e impedindo de sair de um ciclo de depressão ou ansiedade. Estudos vem cada vez mais mostrando a presença de distorções cognitivas como um ponto chave dentro das psicopatologias, principalmente ligadas a transtornos de humor (como depressões e transtornos distimicos) e transtornos de ansiedade (como transtorno do pânico e agorafobia) e transtorno obsessivo compulsivo.

Alguns exemplos que podemos citar de distorções são:

Leitura mental é quando o indivíduo tem certeza do pensamento das pessoas ao seu redor. Quase sempre este é negativo, como por exemplo o de estar sendo ridicularizado, que o que está fazendo é péssimo e que está sempre sendo visto e avaliado. Assim, faz ser muito difícil tentar algo, interagir com as pessoas, em casos mais graves perder a capacidade de fazer planos, e não saber mais seus desejos e vontades.

Desqualificar o positivo é quando simplesmente as experiências positivas não tem peso nas conclusões, a pessoa não se importa com o que tem de bom ou se algo deu certo. Tem a sensação de que é falha e incapaz permanentemente, incluindo sentir que nunca progrediu ou conseguiu algo. Pensamentos como estes mantém assim o ciclo de estagnação e as impede de progredir com a maioria das coisas.

Catastrofização é quando o resultado ou consequência de uma situação é sempre prevista como desastrosa e insuportável e o pior resultado é sempre certo de acontecer. Essa distorção coloca muitas pessoas em estado catatônico. Medo toma conta de suas vidas, e a saída sempre é travar com o mesmo ou largar tudo de lado num pessimismo sem fim.

Porque distorções acontecem e como tratar

Essas distorções têm como base o pressuposto de que não estamos a todo momento revendo e criticando nossos próprios pensamentos e interpretações. Isso além de dar muito trabalho, faria com que todo comportamento tivesse que ser revisto e repensado, dando muito peso a todas as suas ações. Temos a tendência de pensar as coisas de forma geral e contínua, dando leveza e rapidez às interpretações, o que é algo bom quando os pensamentos estão funcionais, mas na sua disfuncionalidade, ficamos com o vício de repetir comportamentos que nos prejudicam e tendo emoções que apenas atrapalham, nos perdemos e não sabemos nem por onde procurar o problema no meio de tantas consequências.

O terapeuta cognitivo ao identificar estes pensamentos irá remover todas as distorções, acabando com sintomas, psicopatologias e colocando sua saúde mental sempre em alto nível, seguindo este processo chamamos de reestruturação cognitiva. Este processo é uma das bases da terapia cognitiva comportamental, que leva os pacientes a não apenas entenderem bem onde estão as distorções e disfuncionalidade, mas a terem o poder de confrontá-las e mudá-las tanto no processo clinico quanto após, deixando assim sua saúde nas suas próprias mãos, podendo sempre repetir o processo no momento que julgarem necessário.

 

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O que é a terapia cognitiva comportamental?

O que é a terapia cognitiva comportamental?

O que é a terapia cognitiva comportamental?

A terapia cognitiva comportamental, também conhecida como TCC foi criada por Aron Beck no início da década de 60 na faculdade da Pensilvânia EUA, com a proposta de ser uma psicoterapia estruturada, orientada ao paciente e focada na independência e autonomia, tendo sempre objetivos a serem cumpridos na clínica. Inicialmente teve sua criação voltada para o tratamento da depressão, mas ao longo dos anos vem sendo utilizada para uma série de transtornos psiquiátricos e gerais dentro da saúde mental, com muito sucesso e eficácia.

Mesmo frente a uma mesma situação, indivíduos diferentes se sentirão e se comportarão de formas diferentes. O modelo cognitivo fundamenta a teoria de que o meio e os contextos em si não são o suficiente para determinar uma emoção ou comportamento num indivíduo, mas a forma como ele entende, interpreta sim será responsável pela forma com ele se sente e se comporta.  Desta forma a teoria segue levando em conta que pensamentos distorcidos e disfuncionais são recorrentes em muitas psicopatologias, pois se pensamentos e interpretações são os responsáveis por comportamentos e emoções, o que acontece com a nossa saúde mental se estivermos pensando de forma ruim ou disfuncional?

Para quais casos serve a terapia cognitiva comportamental?

O tratamento baseia-se na identificação e mudança desta estrutura de pensamentos, pois se entendermos exatamente como funciona o indivíduo e pensamentos, podemos altera-los e por consequência mudar toda sua estrutura emocional e comportamental, promovendo assim saúde, alivio e bem-estar. A Terapia cognitiva vem sendo usada no mundo inteiro, em momentos como tratamento adjunto, e em outros como tratamento único ou principal, para uma serie de transtornos como depressões maiores, depressões recorrentes, transtorno obsessivo compulsivo, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno do pânico, agorafobia transtorno do estresse pós traumático, fobia social, abuso de substâncias (sejam drogas recreativas ou medicamentos), transtornos alimentares, transtornos de personalidade (como transtorno borderline, transtorno antissocial e etc.), além de promover saúde também dentro de áreas de vivência, como relacionamentos ,problemas familiares, carreira e etc.

Porque a terapia cognitivo comportamental é tão eficaz?

O número de casos que se beneficiam desta linha de tratamento são inúmeras, pois todo processo que tem influenciado pensamento/emoção/comportamento é área de domínio do cognitivismo. Sua eficácia se baseia no pensamento de que temos que ter uma estrutura e focar no problema, seja ele um transtorno ou não. A troca entre o paciente e o terapeuta é constante e o tom de psicoeducação é fundamental no TCC. O paciente irá aprender técnicas e se entender como seu próprio terapeuta, assim fazendo com que ele tenha poder sobre si, inclusive não dependendo nem mesmo do seu profissional clínico para promover e fazer manutenção da sua própria saúde mental. Por fim, é uma teoria que está sempre seguindo a tecnologia e a evolução científica, sua progressão sempre estará atrelada a estudos científicos e uso de novas tecnologias. Sua proposta é de saúde focada e duradoura, concentrada no aqui e agora.

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Vamos falar de saúde mental – Depressão

Vamos falar de saúde mental – Depressão

O que é Depressão ?

A depressão ou transtorno depressivo maior, pertence a categoria dos transtornos depressivos (DSM 5) ou transtornos do humor (DSM 4). Caracterizado pelo humor deprimido, que pode ser sentido como se sentir triste, vazio, sem esperança e etc, até irritabilidade, principalmente em crianças e adolescentes.

Depressão é muito mais do que se sentir pra baixo ou apenas desanimado, a desmotivação e o desanimo é algo que experienciamos de tempos em tempos, seja por motivos pontuais ou contextos passageiros. Uma pessoa que sofre de depressão sente o desespero, uma desesperança na sua melhora e uma impotência sobre sua própria vida, inclusive são pensamentos e sensações que simplesmente não vão embora, são constantes, e mesmo que tenha algum alivio, eles são passageiros e rasos.

Levando também em consideração outros transtornos que possam acontecer em conjunto com a depressão, comorbidades com transtorno do pânico, agorafobia e outros transtornos de ansiedade são bem comum de estar acompanhadas num quadro de depressão maior, principalmente os que persistem por muito tempo.

As estatísticas sobre esta psicopatologia são alarmantes, 4.4% no mundo e 5,8% dos brasileiros sofrem deste transtorno segundo a OMS, o suicídio causado pela depressão chegou a 1,5% das mortes no mundo em 2015, classificando assim como uma das 20 maiores causas de morte.

Tratamentos

Por ser uma das patologias que sofrem mais preconceito, muitas vezes os pacientes não buscam ajuda, seja por falta de apoio da família, ou por falta de conhecimento sobre a doença. A terapia Cognitiva Comportamental ajuda os pacientes a identificar e mudar os pensamentos e distorções que eles possuem, que contribuem para a manutenção e a piora da Depressão. Com estas mudanças, o paciente não apenas tem uma melhora gradual, ele também passa a saber quando vai ter ou não uma crise, evitar crises ao longo da vida, acima de tudo deixando de perder sua vida para este problema, voltando a sua rotina, crescer e viver com todo potencial que esta pessoa perde neste quadro.

 O mundo de um deprimido é cinza, pesado e desesperador, procure nossa ajuda, você não tem ideia de como o mundo será depois disto.

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